O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta 5ª feira (15.out.2020) que talvez “
desista” da criação de 1
microimposto digital de 0,2% para desoneração a folha de salários. O tributo pensado por Guedes seria aplicado a pagamentos, em especial sobre serviços digitais. Estudos iniciais do Ministério da Economia estimam uma arrecadação de R$ 120 bilhões por ano.
“Não existe aumento de imposto. A mídia, por exemplo, quer desonerar a folha, não quer? Esse imposto só entraria se fosse para desonerar. Talvez nem precise, talvez eu desista”, afirmou à
CNN.
Segundo Guedes, a intenção do tributo é manter a carga tributária. O texto seria incluso na
reforma tributária que está em debate no Congresso, mas enfrenta resistência entre os congressistas e a sociedade. Os opositores chamam o tributo de nova
CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), criada no governo Fernando Henrique Cardoso para financiar a saúde nos anos 1990. Pesquisa
PoderData, realizada de 28 a 30 de setembro, a mostra que
51% da população é contra a criação de 1 novo imposto. Os que disseram ser favoráveis à proposta são 21%, e 28% não souberam ou não quiseram responder.
